sexta-feira, 3 de julho de 2009

Little Paul


Paulinho Little Paul


Música e tecnologia x visibilidade

Infelizmente já não é mais possível ver festivais culturais e principalmente de música como aconteciam há alguns anos. Certamente, não só os artistas perdem com isto, mas principalmente a população, que deixa de ter acesso e de conhecer trabalhos independentes fantásticos.
Obviamente existem alguns eventos isolados, além disso, tem toda a tecnologia a disposição do músico para promover a divulgação do seu trabalho. Mas nada se compara aos bons e velhos tempos dos festivais, onde grandes músicos brasileiros foram revelados.
Podemos contar com vários sites de divulgação artística (my space, bandas de garagem, 8p, oi novo som, dentre outros), entretanto, mesmo sendo públicos e na maioria das vezes disponibilizando material (músicas e vídeos) para baixar, o brasileiro, mesmo passando horas em frente ao computador, não se preocupa tanto em pesquisar “coisas diferentes”. Por outro lado, o avanço da tecnologia facilitou consideravelmente a produção independente. Hoje é totalmente possível o músico ter dentro de seu quarto, não só um estúdio, como uma banda inteira. Tudo em “um metro quadrado sobre uma mesinha de canto”.
Agora vamos imaginar vários grandes festivais para músicos independentes, organizados e produzidos por alguns destes sites, com grandes parcerias, acontecendo simultaneamente em diversas cidades brasileiras, alguns vencedores escolhidos pelo voto popular, alguns pelos profissionais sérios que ainda existem no meio artístico/musical. Não me refiro a programinhas televisivos, onde existe grande dúvida, se os vencedores realmente mereceriam o título. Mas sim um concurso sério, onde cada músico deveria apresentar seu material de divulgação no ato da inscrição, ou pré-inscrição, (não apenas se inscrever para aparecer).
Ressalto. Vários e grandes músicos como, João Bosco, Caetano Veloso, Nara Leão, Gilberto Gil, etc.. surgiram em festivais. Tudo bem. Concordo que os tempos são outros, que hoje existe a tecnologia. Mas não seria interessante unir útil e agradável? Além disso, surgiria um verdadeiro incentivo à cultura e novas tecnologias. Tudo isto sem contar com a grande visibilidade para os músicos, os promotores do evento e os parceiros.
Tudo questão de raciocínio e um verdadeiro incentivo. Afinal, para que existem as LIC’s? (às vezes chego a pensar que só para inglês ver)



Cristiano Miranda
24 de junho de 2009